HAROLDO PINHEIRO BORGES: A VIDA QUE ESCREVE A PRÓPRIA MEMÓRIA




Haroldo Pinheiro Borges nasceu em maio de 1936, na antiga Fazenda Queimadas — rebatizada mais tarde como Fazenda Bom Destino —, no atual município de São Tomé, encruzilhada entre o Potengi e os caminhos que conduzem ao Seridó. Filho de Francisco Pinheiro Borges (1900–1981) e de Josepha Bezerra de Araújo (1912–1985), cresceu sob o peso e a luz de uma genealogia profundamente entranhada na história sertaneja. Pela linhagem paterna, descendia de João Batista Pinheiro Borges e Joana Ferreira de Lima; pela materna, de Joaquim da Virgem Pereira e de Cipriana Bezerra de Albuquerque Galvão (1874–1933). Esses nomes, que para muitos seriam apenas registros, tornaram-se para ele fontes vivas, rios antigos que deságuam em sua obra literária.

A infância na Bom Destino — então ainda Queimadas — moldou-lhe o espírito. O terreiro, o rumor do gado, o talhe seco da terra, as narrativas que passavam de boca em boca à sombra das mangueiras: tudo formou o alicerce sensível do menino que se tornaria escritor. Estudou em Natal e no Recife, entendendo desde cedo que o mundo era maior do que o horizonte visível, mas também que a grandeza do mundo estava inteira, como uma miniatura luminosa, no sertão que o viu nascer.

A vocação intelectual se revelou cedo, num gesto que marcaria para sempre a vida de seu amigo Diógenes da Cunha Lima. Ainda estudante, Haroldo presenteou-o com um exemplar dos Sermões do Padre Vieira, ato que, longe de ser comum, demonstrava já a fina formação literária do jovem sertanejo. Anos depois, o próprio Diógenes, presidente da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, diria com emoção: “Padre Vieira marcou a minha vida — graças a Haroldo”.

Mas o menino que gostava de letras também sabia ser, à sua maneira, criatura do sertão. A matemática custava-lhe caro, e a palmatória — destino dos que tropeçavam nos números — rondava-lhe a vida escolar. Num lampejo de astúcia juvenil, Haroldo lançou o instrumento ao fundo do cacimbão e anunciou à mãe que a palmatória “explodira”. A verdade só veio à tona muito tempo depois, quando, numa limpeza, o artefato foi encontrado, silencioso e molhado, no fundo do poço. Ali já se revelava, antes de tudo, o contador de histórias que faria da vida matéria de literatura.

Homem de família e de trabalho, Haroldo iniciou suas atividades na fazenda em 1958 e, por ordem do pai, assumiu nos anos 1960 a administração da Fazenda Riacho do Meio, em Cruzeta, propriedade herdada de sua mãe. Em maio de 1964, casou-se com Mônica Maria Augusta Lisboa de Viveiros, companheira de jornada e de destinos. Com ela, estabeleceu-se em Natal em 1966, sem jamais se desligar da agricultura e da pecuária, fibras primeiras de sua formação.

Empreendedor nato, foi cofundador, no final da década de 1960, da primeira indústria de leite pasteurizado de Natal; nos anos 1970, ingressou na indústria têxtil como sócio das Confecções Super Ltda.; e, em 1976, ao lado de Mônica, fundou o Posto Potiguar Ltda., hoje Grupo Pinheiro Borges, sediado em Parnamirim. No campo institucional, destacou-se como fundador e presidente do SINDIPOSTOS-RN, vice-presidente da FECOMBUSTÍVEIS, juiz classista do TRT da 21ª Região e presidente da AJUCLA.

Com Mônica, constituiu um lar de quatro filhos — Eduardo Augusto, Ricardo José, Adriana Augusta e Luciana Augusta —, que lhe deram netos, noras e genros, formando o círculo afetivo que sustenta e dá sentido à sua maturidade. E foi nessa maturidade que o escritor, enfim, emergiu por completo.

Mas se a vida de Haroldo já trazia em si a marca da narrativa, foi o chamado da memória que o conduziu ao seu primeiro livro: Abrindo a Cancela das Lembranças – A Saga do Seridoense Joaquim da Virgem, editado pelos Jovens Escribas. Lançado numa noite de sexta-feira, às 18h30, na Livraria Saraiva do Midway Mall, o livro devolveu ao público a grande história sertaneja a partir da trajetória de um homem: o seu avô Joaquim — ou Joaquim Félix dos Garrotes, como o povo o conhecia.

A obra nasceu da necessidade íntima de resgatar o passado. Como afirma o próprio Haroldo, “foi a partir da história da minha família que fiz essa caminhada por aquela época no Seridó”. Joaquim, que viveu de 1864 a 1932, ergueu a Fazenda Garrotes, enfrentou secas, plantou na dureza do chão e prosperou sobretudo com o algodão — motor da economia potiguar no período áureo do “ouro branco”.

E aqui surge uma das histórias mais emblemáticas do livro: a descoberta do algodão mocó. O irmão de Joaquim, o agricultor Francisco Raymundo de Araújo, tornou-se nome lendário ao encontrar, por acaso, um pé de algodão de bolotas maiores, resistentes e diferentes das demais espécies, justamente quando caçava um mocó — o pequeno roedor que dá nome à planta. Como recorda Haroldo, com aquela simplicidade herdada dos bons contadores:
“Francisco Raymundo tava caçando mocó, um tipo de rato da região, como o preá. Em frente a um buraco de mocó, ele se deparou com um pé com diferentes bolotas, bem mais robustas que as outras espécies”.

Do gesto casual nasceu uma riqueza que impulsionaria a economia potiguar e definiria uma época.

A luta contra a seca, a construção dos primeiros açudes, a resiliência criativa do seridoense — temas que moldam a própria história do Rio Grande do Norte — são revisitados por Haroldo com emoção e rigor. Naquele tempo, como diz o autor, “era difícil estudar”. As famílias viviam do trabalho com a terra, e a instrução era rara. Joaquim, com seus estudos rudimentares, tornou-se símbolo de uma geração que, apesar das dificuldades, buscou prosperar.

A pesquisa do livro consumiu três anos inteiros de dedicação. Haroldo mergulhou em arquivos, jornais antigos, memórias familiares; entrevistou vaqueiros, operários, amigos do avô. “Foi um trabalho difícil, mas prazeroso”, afirma. E essa mistura de rigor e afeto transparece em cada página da obra, que foi lançada com propósito solidário: parte da renda foi destinada à Liga Norte-Riograndense Contra o Câncer.

Na orelha do livro, Paulo de Bala Bezerra sintetiza o sentimento que Abrindo a Cancela das Lembranças provoca no leitor: “Fala em linguagem sincera, emotiva, limpa, cheirando a terra molhada, cheia de saudade e sabedoria”.


O sucesso desse primeiro livro abriria o caminho para novas obras, e, décadas depois, levaria ao lançamento de No Tempo do Bom Destino, em julho de 2023, celebrado no Salão Superior da Pinacoteca do Estado. Ali, diante de um público que o reverencia, Haroldo reafirmou seu papel de cronista essencial da memória potiguar. Para Diógenes da Cunha Lima, seu amigo fraterno, essa obra recente é “uma vida que se abre e se revela, uma leitura que nos enriquece e nos sacode”. Para ele, Haroldo demonstra que a história não é uma necrópole adormecida, mas um corpo vivo pulsando no tempo presente.

Assim se compreende que Haroldo Pinheiro Borges não é apenas escritor: é guardião. Seu olhar recolhe, sua palavra sustenta, sua escrita devolve ao leitor o que a terra ensinou — que a memória não se guarda sozinha; precisa de quem a carregue com amor, rigor e fidelidade.

E é isso que Haroldo tem feito por toda a vida: abrir cancelas, uma por uma, para que o passado do Seridó e do Potengi continue respirando.

Chicó Pinheiro: Uma Vida Digna e o Sonho Realizado

1 fonte

O texto apresenta uma biografia de Chicó Pinheiro, detalhando seu objetivo de vida de se casar com uma mulher rica e inteligente, o que se concretiza ao conhecer Josepha Bezerra Araújo (Zefinha), filha de uma viúva de agropecuarista, em um escritório de exportação de algodão em Natal. A narrativa descreve o ambiente social e de negócios do Rio Grande do Norte, onde Chicó, já prestigiado entre políticos e empresários, convivia com figuras importantes da época. A história do casal é marcada por uma conquista paciente e planejada por parte de Chicó, que envolveu frequentar a mesma igreja e visitar a futura sogra. O texto também aborda a vida digna de Chicó, que, mesmo com problemas de saúde na velhice, expressou gratidão pela vida em uma grande festa antes de seu falecimento em 1981, deixando 11 filhos sobreviventes com Zefinha. Por fim, o autor ressalta a importância de preservar a história das antigas casas de fazenda, como a Fazenda Bom Destino, e de quem as construiu.

Resumo Detalhado: Chicó Pinheiro - Uma Vida Digna e o Sonho Realizado

Este briefing documental, baseado nos excertos fornecidos de "Chicó Pinheiro: Uma Vida Digna e o Sonho Realizado", explora a vida de Chicó Pinheiro, destacando seus objetivos pessoais, suas relações sociais, seu casamento e seu legado. O texto também ressalta a importância da preservação da memória e da história das antigas fazendas.

Temas Principais e Ideias Mais Importantes:

1. O Sonho de Casar-se Bem e o Prestigio Social:

Chicó Pinheiro cultivava o objetivo de se casar com "uma moça rica e prendada". Este desejo não era apenas pessoal, mas também um reflexo de seu status e ambição em uma época de grande ascensão. Ele já desfrutava de "grande prestígio entre os políticos e empresários do Rio Grande do Norte", interagindo com figuras influentes como Dinarte Mariz e João Francisco da Mota nos escritórios das grandes empresas exportadoras de algodão em Natal. Esses encontros eram oportunidades para networking, discussão de negócios e observação do mercado.

2. O Encontro com Josepha Bezerra Araújo (Zefinha):

O ponto central da realização do sonho de Chicó foi o encontro com Josepha Bezerra Araújo, a "mulher dos seus sonhos", no escritório da empresa Wharton Pedrosa. A descrição inicial de Chicó por Zefinha, sem ouvir suas conversas, é a de um "lord inglês", revelando sua imponência e boa aparência. Chicó, por sua vez, ao buscar informações sobre ela, demonstra sua determinação, exclamando: “Lamberei uma rapadura e casarei com esta jovem”. A aprovação de D. Cipriana, mãe de Zefinha, foi crucial, baseada na descrição de Chicó como um homem "direito, correto, bom pagador, cliente fiel e confiável" pelo Sr. Fernando Pedrosa.

3. A Conquista e o Estabelecimento Familiar:

A persistência de Chicó foi notável na conquista de Zefinha. Ele "não deu trégua", frequentando por um mês a Igreja de São Pedro, onde Zefinha e sua mãe assistiam missa diariamente. Em seguida, passou a visitar a casa da sogra, levando suas irmãs "para demonstrar suas boas intenções". Essa estratégia detalhada e respeitosa culminou na união com "a moça rica e inteligente de seus sonhos". O casamento de Chicó e Zefinha foi profícuo, resultando em 19 filhos, dos quais 11 sobreviveram, todos com o sobrenome Pinheiro Borges.

4. A Visão de Chicó sobre a Vida e a Morte:

Chicó demonstrava uma perspectiva resignada e pragmática em relação à velhice e à morte. Ao ser aconselhado pelo Dr. Hellen Costa a se mudar para Natal devido a problemas cardíacos, ele respondeu que seria "uma grande dádiva de Deus se lá morresse subitamente, sem dar trabalho aos seus familiares". Próximo dos 80 anos, ele planejou uma "grande festa", sabendo que seria a última, para "agradecer publicamente a Deus pelas bênçãos recebidas durante a vida". Essa celebração, com cerca de 500 convidados na Fazenda Bom Destino, reforça sua gratidão e sua conexão com a comunidade. Chicó Pinheiro faleceu em 22 de abril de 1981, "cercado por sua família" e assistido por um amigo médico.

5. O Legado e a Importância da Preservação da Memória:

A seção final do texto enfatiza a preocupação com o "gradual desaparecimento das antigas casas de fazenda". Essas construções, como a casa grande da Fazenda Bom Destino, são descritas como "símbolo da época do coronelismo e da implantação da agroindústria algodoeira". O autor argumenta que uma casa é apenas um edifício "quando nada sabemos da história de quem ali viveu". Há uma valorização da memória e da história familiar, como evidenciado pela gratidão a Haroldo Pinheiro Borges por trazer a biografia de Chicó Pinheiro e as fotos da Fazenda Bom Destino para o conhecimento público. Isso ressalta a importância de documentar e compartilhar as narrativas pessoais que dão vida a esses locais históricos.


 
Para o historiador cultural, certas vidas funcionam como verdadeiros arquivos vivos, e a de Haroldo Pinheiro Borges é um desses raros repositórios da memória potiguar. Sua trajetória confunde-se com o próprio ato de registrar, preservar e transmitir experiências, valores e acontecimentos que, sem o cuidado da palavra escrita, estariam condenados ao esquecimento. Nas palavras de seu amigo de mais de meio século, Diógenes, Haroldo é um “senhor escritor”, dono de uma prosa fácil, agradável, que flui com naturalidade, como se fosse extensão direta do seu modo de viver. A amizade entre ambos, marcada por afeto profundo — Diógenes o chama de “meu irmão querido” —, é também um testemunho do caráter de Haroldo: sua escrita nasce do convívio, da escuta atenta e da lealdade às pessoas e às histórias que o cercam.

Desde cedo, Haroldo revelou uma vocação intelectual incomum. Ainda estudante, ofereceu ao amigo um exemplar dos Sermões do Padre Vieira, gesto que, à época, já denunciava um gosto literário refinado e uma sensibilidade humanística fora do comum. Décadas depois, o próprio Diógenes reconheceria a marca definitiva dessa influência em sua formação. A escola, porém, não foi apenas o espaço da erudição nascente, mas também do confronto com métodos rígidos e pouco afeitos ao espírito criativo. As dificuldades com a matemática, que o expunham à temida palmatória, geraram um episódio revelador de sua personalidade: em um ato de rebeldia juvenil, Haroldo livrou-se do instrumento punitivo e construiu uma narrativa para justificar o ocorrido, afirmando à mãe que a havia “explodido”. A verdade só emergiria anos depois, quando a palmatória foi encontrada no fundo do cacimbão da casa. A anedota, mais do que pitoresca, antecipa o escritor atento às pequenas histórias do cotidiano, capaz de extrair delas significados mais amplos.

As raízes mais profundas de sua inspiração, contudo, encontram-se no seio familiar. No Nordeste, a genealogia afetiva frequentemente espelha a própria história regional, e, para Haroldo, essa herança foi matéria-prima constante de sua obra. O avô materno, Joaquim Davi da Virgem Pereira de Araújo, nasceu em 1818 e faleceu em 1915, personificando o tipo do patriarca pioneiro. Boiadeiro que conduzia gado do Piauí, fundou em 1870 a Fazenda Garrotes e construiu o primeiro açude do Seridó, o Açude Garrotes, obra tão bem-sucedida que inspirou posteriormente a edificação do Açude de Cruzeta pelo governo federal em terras da própria família. Seu espírito empreendedor ultrapassava as fronteiras regionais: exportava ovos para Liverpool, venceu demandas judiciais contra empresas estrangeiras e, mesmo sem escolarização formal, aprimorou a leitura e a escrita graças à influência da segunda esposa, Cipriana, mulher letrada para os padrões da época. Esse pioneirismo já vinha de gerações anteriores, pois o bisavô de Haroldo, Félix Pereira, havia construído o Açude da Água Doce, considerado o primeiro do Nordeste.

Se o avô simbolizava a ação e a iniciativa, o pai, conhecido como “Seu Chicó”, representava a sabedoria popular e a reflexão filosófica. Sua principal lição de vida — a convicção de que toda pessoa tem algo a ensinar — tornou-se um dos pilares éticos da obra de Haroldo. Um episódio exemplar envolve o trabalhador Adão, considerado preguiçoso e pouco afeito à conversa. Após várias tentativas frustradas de extrair dele algum ensinamento, Seu Chicó apontou para uma cerca e perguntou quem a teria inventado. A resposta, simples e profunda — “foi a desunião” —, confirmou sua crença na inteligência latente de todo ser humano. A ironia da vida, contudo, fez com que o mesmo Adão passasse anos construindo cercas na fazenda, símbolo material daquilo que havia definido como fruto da separação. Além disso, Seu Chicó possuía inclinação literária: ditava crônicas à nora, Zefinha, citando autores como Câmara Cascudo, revelando uma mente inquieta e sensível.

A transmissão desse universo de memórias contou ainda com o papel fundamental da mãe de Haroldo, guardiã das narrativas familiares, e com a presença marcante do primo-irmão William Ubirajara Pinheiro, promotor de justiça dotado de grande sensibilidade. Um de seus textos mais lembrados tratava de um episódio simbólico de uma seca severa, quando um boi faminto foi visto comendo um galo. Sua morte trágica representou uma perda profunda, mas suas histórias permaneceram como parte do acervo afetivo que Haroldo transformaria em literatura.

A obra de Haroldo Pinheiro Borges é, assim, um espelho da terra e da vida. Seu primeiro grande gesto literário foi o livro dedicado ao avô Joaquim Davi, escrito com emoção intensa, reunindo fotografias, recortes de jornais e documentos que comprovam a saga do pioneiro. Esse exercício de memória íntima expandiu-se para a esfera pública quando Haroldo sentiu a necessidade de corrigir distorções históricas. Ao perceber que um político reivindicava indevidamente a autoria da construção do Parque de Exposição do estado, buscou o verdadeiro idealizador, o ex-governador Sílvio Pedrosa, obtendo dele documentos e um bilhete esclarecedor que restabeleciam a verdade dos fatos.

Sua evolução como prosador pode ser percebida em Sobre o Bom Destino, obra prefaciada por Diógenes, considerada mais madura e ainda mais refinada do que seus trabalhos anteriores. A ligação de Haroldo com o Rio Grande do Norte é visceral. Viveu por anos no Seridó, conhecendo de perto a geografia humana e simbólica da região, e participou da fundação da Academia de Letras de São Paulo do Potengi, onde, de forma emblemática, seu pai é o patrono da cadeira que ocupa.

Haroldo Pinheiro Borges transcende a condição de escritor para se afirmar como um verdadeiro guardião da memória potiguar. Sua literatura documenta não apenas a história de uma família, mas aspectos essenciais da sociologia e da cultura do Rio Grande do Norte e do Nordeste brasileiro. Ao transformar lembranças em palavra escrita, ele preserva valores, afetos e experiências que ajudam a compreender a formação de uma sociedade inteira. No fundo, sua obra inteira ecoa a lição fundamental herdada de “Seu Chicó”, síntese de um humanismo simples e profundo: nenhuma pessoa deixa de ter algo a ensinar, assim como nenhuma deixa de ter algo a aprender.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

JOSÉ BEZERRA GOMES (1911/1982)

JOSÉ OZILDO DOS SANTOS