Dr. MANOEL DE MEDEIROS BRITO
nasceu em 1928 em Jardim do Seridó/RN. É filho de José de Medeiros Brito (1893–1940) e Francisca Paulina de Medeiros (1898–1996). Seus avós são José Fernandes de Brito (1863–1903), Theodora Altiva de Maria (1873–1966), Paulino Estanislau de Medeiros (1860–1924) e Joana Regina Baptista de Santana (1863–1960).
É tetraneto de Manoel de Araújo Pereira (1781–1821), seguindo pela sua linha de ascendência de Thomaz de Araújo Pereira (1701–1781) e do primeiro "Medeiros" da região – Rodrigo de Medeiros Rocha (1709–1757). Embora assine "Medeiros de Brito", ele também pertence às famílias "Fernandes Pimenta" e "Azevedo Maia", sendo descendente de dois "Antônios": Antônio Fernandes Pimenta (1690–1762) e Antônio de Azevedo Maia (1752–1822).
Seus pais foram proprietários do "Jardim Hotel", em Jardim do Seridó/RN, atraindo autoridades locais, profissionais liberais, dentistas e médicos que não eram naturais da cidade. Esse ambiente de convivência influenciou o jovem Manoel a seguir a vida pública e, possivelmente, a política. Posteriormente, o prédio foi reconstruído como uma homenagem póstuma à sua mãe, dona Chiquinha, e à memória de Jardim do Seridó, sua terra natal.
O hotel era bastante movimentado, por onde passaram políticos da época como José Augusto Bezerra de Medeiros, Juvenal Lamartine, Dinarte Mariz, Aluízio Alves e João Agripino Maia. O local também recebia figuras ilustres, como Raimundo Soares, Manoel Torres, João Medeiros, Florêncio Luciano, tenente Laurentino Cruz, Thomaz Salustino, Nelson Negreiros e Emídio Cardoso.
Advogado, político, historiador, pesquisador e escritor, é uma testemunha viva da história contemporânea, especialmente da política potiguar. Concluiu o curso primário no Grupo Escolar "Antônio de Azevedo" em sua cidade natal, em 1942, cursou o ginásio no Diocesano Seridoense em Caicó/RN e completou o ensino secundário no Colégio Atheneu, em Natal/RN.
No ensino superior, mudou-se para o Rio de Janeiro em 1950, onde foi aprovado no curso de Direito da então Faculdade do Distrito Federal. Com o apoio do governador Dinarte Mariz, Manoel Brito obteve seu primeiro emprego como secretário particular do deputado federal Aluízio Alves, na Câmara Federal. Em seguida, tornou-se oficial de gabinete do deputado José Monteiro Soares Filho, líder da minoria da bancada Udenista do Rio de Janeiro.
Em 1953, durante o governo de Sylvio Pedroza, assumiu o cargo de chefe da representação do governo do Rio Grande do Norte na então capital da República. Em 1955, foi diplomado deputado estadual pela UDN, sendo reeleito para o mandato de 1959 a 1963. Nessa legislatura, presidiu a Comissão de Constituição e Justiça e integrou a Comissão Parlamentar de Assistência às Vítimas da Seca de 1958. Durante a gestão de Aluízio Alves, voltou a chefiar a representação do governo, cargo que ocupou até maio de 1963, quando assumiu o posto de ministro do Tribunal de Contas do Estado, aposentando-se posteriormente nessa função. Exerceu também os cargos de secretário-chefe do Gabinete Civil em 1965 e secretário de Interior e Justiça em várias administrações. Aposentado, preside a Liga de Ensino do RN, que mantém o Complexo Educacional Noilde Ramalho, integrado pela Universidade do Rio Grande do Norte, Escola Doméstica de Natal e Henrique Castriciano.
O jornalista Sérgio Trindade resume assim a trajetória do ilustre escritor: "Jornaleiro em sua Jardim do Seridó, arquivista da Banda de Música Euterpe Jardinense, aluno do monsenhor Walfredo Gurgel em Caicó, de quem se tornou amigo e secretário-chefe do Gabinete Civil quando Walfredo foi governador do estado; professor particular de estudantes em Natal, redator do jornal A República, secretário particular do deputado federal Aluízio Alves, chefe do Escritório de Representação do Rio Grande do Norte no Rio de Janeiro e em Brasília, deputado estadual por duas legislaturas, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, secretário de Interior e Justiça no governo Lavoisier Maia e no primeiro governo de José Agripino Maia, e secretário de Segurança Pública no segundo governo José Agripino Maia. Manoel Brito conheceu todos os Presidentes da República, de Getúlio Vargas a Jair Bolsonaro, e todos os governadores do Rio Grande do Norte, desde José Augusto Bezerra de Medeiros. Teve contato com figuras históricas, incluindo o Papa João Paulo II, intelectuais, estadistas e muitos outros."
Da veia literária de Manoel Brito temos o livro “Tempos Marcantes" que trata de memórias, com mais de 600 páginas. Destarte, retratado em outro livro “Resgate da Memória Política”, o jornalista João Batista Machado traça o perfil de Brito e conta como foi o começo dessa rica trajetória. Sempre evidenciado por sua memória privilegiada, conhece como poucos a história política do Rio Grande do Norte, sobretudo a de bastidores.
Entre suas contribuições literárias, destaca-se o livro "Tempos Marcantes", que reúne suas memórias em mais de 600 páginas. No livro "Resgate da Memória Política", o jornalista João Batista Machado traça um perfil de Brito, evidenciando o início dessa trajetória rica e diversa. Com uma memória privilegiada, Brito conhece como poucos a história política do Rio Grande do Norte, especialmente seus bastidores. Apreciador da prosa, típico seridoense de boa cepa e fibra longa, é conhecido por suas anedotas descontraídas, que cativam até mesmo os interlocutores mais sisudos. Vive a vida com leveza, sem deixar vestígios de mesquinharia. Preserva suas amizades, mesmo com preferências políticas diversas, tratando bem tanto correligionários quanto adversários, sem abrir mão do direito de divergir quando necessário.
Como bem ressaltaram os jornalistas que o entrevistaram, Dr. Manoel Brito foi um importante protagonista da história do Rio Grande do Norte, refletida perfeitamente nas páginas de seu livro e em sua própria vivência. Temos, portanto, ao mesmo tempo, um protagonista e uma testemunha de seu tempo.

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